sábado, 17 de setembro de 2011

A CIDADE QUE AGONIZA



 Autoria: Mônica Silva


Todos os dias em meu canto
Me pego a refletir
Que situação é essa
Que estamos tendo que engolir

Os problemas, só crescendo
A cidade decaindo
E ninguém se preocupa
Com o que nós estamos sentindo

A tensão é constante
Nessa terra que agoniza
E ficamos sem rumo
Sem saber onde se pisa

A paz nos foi tirada
Os direitos, nem se fala
Recebemos as notícias
E o caos se instala

Fomos as urnas pra cumprir
Nosso papel de cidadãos
A nossa vontade é questionada
Sem perguntar nossa opinião

Quem deveria decidi
Agora fica com amordaça
E no meio dessa guerra
O que herdamos, não tem graça
E a cidade fica refém
Da doença que não passa

O que quero saber
Nessa situação vã
Se diante de tudo isso
Essa cidade Cristã
Pode, finalmente, da doença ficar sã

Ninguém resolve nada
E vivemos sem esperança
Dias melhores virão?
Onde está a bonança?
Queremos a nossa cidade
Com um olhar de  criança

Como moradora, me pergunto:
Onde buscar o amanhã?
Se o que estamos vivendo
Não se resolve nem no divã
Essa falta de respeito
Que só agride Ubatã

Somos nós que sofremos
Todas as conseqüências
E  porque não nos chamam
Pra resolver a pendência
Somos nós os interessados
Diríamos  NÃO   a decadência

Não importa o que pensam
Os doutores da lei
Ler os papéis eu consigo
Interpretar? Talvez
O difícil é aceitar
Tanta insensatez

A confusão se fez
E a cidade só padece
Tantas medidas judiciais
Meu Deus, ninguém merece!
Com essa instabilidade
O município adoece 

Uma cidade querida
Vive todo esse alvoroço
Vem buscando no Senhor
Não chegar ao fundo do poço
E assim a cada dia
A oração é meu reforço

Só queremos  acreditar
Que isso tudo vai passar
E entre mortos e feridos
Todos irão se salvar
De uma coisa tenho certeza
Como está não pode ficar

Aqui a gente vivencia
O caos se instalar
E ohando para os lados
Não sabemos como avançar
A cidade a deriva
Quem é que vai remar?

Os setores desgastados
Com essa grande confusão
Não conseguem avançar
Não cumpre sua função
E assim , vamos perdidos
Sem encontrar a solução

Diante de tantos recursos
Que a lei, assim permite
Com essa situação, não
Há cristão que não se irrite
Nessa sede pelo poder
A história contada, é triste

O cenário que se tem
Não é nada animador
Uma luta desonesta
Que não mede a nossa dor
Destruindo a cada dia
O temos de valor

O freio de mão ta puxado
A cidade estagnou
O progresso prometido
Por aqui nunca chegou
A cidade virou arena
De uma luta, de um horror

Só pedimos, com respeito
Que nos é peculiar
Que a justiça se pronuncie
A favor do popular
Para o bem de todos nós
A tribulação tem que passar

Acredito na justiça
Que se mostre eficaz
Que decida pelo melhor
Para que Ubatã, nunca mais
Passe por essa tortura
Que pra nós
Só o mal faz

Pedimos ao nosso Deus
Que ilumine os homens da lei
Para que se resolva
Tudo isso de uma só vez

Estamos vivendo , sem dúvida
Em tempos de turbulência
A essa situação
Também chamamos, violência
Agride a cidadania
Levando a cidade a falência

A colher, o que temos?
Alguém, por favor, nos diga
Com essa situação caótica
Que a nós, só traz fadiga
Alguém, por favor
Dê um basta nessa briga!

O povo clama cansado
O progresso se distancia
Cadê aquela cidade,
Que era sinônimo de alegria?
Tá sofrendo
Agonizando pouco a pouco
Todo dia!

Só pedimos a justiça
Que adiante o nosso lado
Botando ordem na bagunça
Que tem nos incomodado
Se erramos pedimos a Deus:
Perdoe os nossos pecados

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