sábado, 17 de setembro de 2011

DOCE INSONIA


Descubro na lucidez de uma madrugada amiga, que a insônia apesar de ser a vilã das noites de muitas pessoas, hoje pode chamá-las de companheiras.
O ditado diz que a “noite é uma criança”, mas, não são coisas de criança que penso, que quero, que desejo, que almejo na calada da infinita noite que não passa.
Penso em coisas... Projeto o futuro. Vivencio até o obscuro e muitas vezes até acho  o que procuro... Ou não.
Sou doida, insana, avulsa... Penso na madrugada que intensa e quente pulsa na busca do imaginário.
Escrevo, descrevo, prescrevo as sensações de olhos que não se fecham, de corpos que se recusam a mostrar-se horizontal... O coração bate, o pulso pulsa e eu aqui a pensar, a sentir e a sonhar, louca, pensativa viva, doce noite avulsa.
Sinto-me eterna na noite que não avança... O pensamento corre pela história que fica que estabiliza que passa. O corpo agora inquieto clama, pelo sono, pela cama. Penso que, como uma menina vou agindo como uma doidivana
Sem querer me encontro nas minhas vontades. Deixo-me levar pelos desejos. Encontro a sensação dos olhos que pesam. Suspiro, respiro, procuro cama. Deito, oro às vezes choro. Durmo e sonho com quem me ama

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